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quinta-feira, 24 de julho de 2025

Ritmo de bailes gaúchos, bugio será declarado patrimônio imaterial do RS

O Rio Grande do Sul acaba de declarar oficialmente o ritmo bugio como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado. A decisão vai ser formalizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE) no dia 12 de agosto, em cerimônia no Theatro São Pedro, em Porto Alegre.

Da direita p/ esquerda, os assisenses: Régis Lançanova (gaiteiro Ases do Fandango), Valdevi Maciel (locutor, professor e historiador) e Precilla Saquett (Secr. Educação e Cultura de São Fcº. de Assis)
De mãos dadas: Marcos André Aguzzolli (Prefeito de São Francisco de Paula, na época) e Jeremias Oliveira (Vice-prefeito de São Francisco de Assis, na época). Foto: RBS TV
O reconhecimento do órgão ligado à Secretaria de Cultura do estado foi resultado de um processo articulado por dois municípios onde o ritmo é referência cultural: São Francisco de Assis e São Francisco de Paula.

Juntas, a partir de uma provocação feita pelo G1 RS, essas cidades mobilizaram músicos, pesquisadores, festivais e a comunidade para a elaboração de um extenso "inventário cultural", comprovando a relevância do ritmo no cenário da cultura gaúcha.

Assim, as cidades que sempre disputaram o título de "berço do Bugio", uniram esforços em torno de sua preservação. Acompanhado pelo Jornal do Almoço da RBS TV, o início dessa integração aconteceu em São Francisco de Paula, em março de 2022.

 De origem popular e raízes controversas, seu nome remete ao som grave do macaco bugio, presente na fauna do Sul do país. Segundo pesquisa do pecuarista e historiador Israel Da Sóis, uma das versões para a origem do ritmo seria um ritual sexual entre indígenas e tropeiros.

Além do ritmo musical dançado nos bailes gaúchos, o bugio também se manifesta em danças, festivais como o Ronco do Bugio (em São Francisco de Paula) e a Querência do Bugio (em São Francisco de Assis), cidade onde exemplares da espécie animais habitam a principal praça da localidade. (G1 RS)

Fonte! Chasque / post, publicado por Gilnei Maier, no Blog Nossa Gente Assisense, no dia 23 de julho de 2025: https://assisenses.blogspot.com/2025/07/ritmo-de-bailes-gauchos-bugio-sera.html 

segunda-feira, 7 de julho de 2025

Acampamento Farroupilha: começa nesta segunda-feira o prazo de pagamento da taxa de inscrição dos piquetes

O evento acontece de 1º a 21 de setembro. Foto: César Lopes/PMPA

Porto Alegre! Um dos principais festejos do calendário cultural do Rio Grande do Sul, o Acampamento Farroupilha de Porto Alegre terá o pagamento da taxa de inscrição dos piquetes homologados nesta semana. Na edição 2025, os inscritos devem realizar o pagamento nesta semana, entre a segunda (7) e a sexta-feira (11), na rua Otávio Francisco Caruso da Rocha, 333 (Parque Harmonia – Estância Harmonia). O horário de funcionamento será das 9h às 18h, sem fechar ao meio-dia.

O evento acontece de 1º a 21 de setembro. Para piquetes tradicionais, R$ 1.200 à vista ou em duas vezes no cartão de crédito. Para piquetes associações/empresas, R$3 mil à vista ou em duas vezes no cartão de crédito.

Os valores são destinados ao custeio de consumo de energia elétrica, consumo de água, recolhimento de resíduos sólidos e sanitários, de forma rateada por metro quadrado ocupado entre todas as estruturas montadas. Os banheiros químicos estão sendo licitados pela prefeitura.

A documentação necessária no ato de pagamento consiste em um documento original com foto válida em território nacional; comprovante de endereço e ata da patronagem do piquete válida.

O pagamento da taxa de inscrição e a assinatura do contrato deverão ser efetuados somente pelo representante legal do piquete. As tarifas administrativas, juros de parcelamento/pagamento em cartões de crédito e/ou débito serão de responsabilidade dos locatários.

O Acampamento recebeu 253 inscrições de piquetes para a edição deste ano. São 62 manifestações de interesse a mais que no evento do ano passado, o que representa uma alta de 35%. Já a montagem das estruturas tem início marcado para os dias 9 de agosto (números ímpares) e 16 de agosto (pares).

Homenagens

Natural de Uruguaiana (Fronteira-Oeste) e radicado em Porto Alegre, Darcy Fagundes (1924-1984) foi poeta, declamador, ator e comunicador, além de um dos pioneiros do tradicionalismo gaúcho no rádio, televisão e cinema. Dentre suas facetas mais conhecidas está a de apresentador do programa radiofônico “Grande Rodeio Coringa”, na antiga rádio Farroupilha.

Já o patrono da edição 2025 do Acampamento é Mário Barboza de Mattos, engenheiro agrônomo, jornalista, escritor e artista plástico que esteve presente nos primórdios do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). Ele completará 101 anos de idade no dia 12 de dezembro.

“Natural de Pelotas [Região Sul do Estado] e primo do folclorista Barbosa Lessa [1929-2002], Mattos tem uma trajetória marcada por contribuições significativas à cultura do Estado”, ressaltou a Comissão dos Festejos ao escolher o homenageado.

Já a canção-tema é  “O Vaqueano do Rádio”, com letra de Fernando Espindola e música de Lucas Mello e Thomas Facco, em interpretação do grupo Alma Gaudéria. Sua escolha se deu entre 11 concorrentes, inscritas a partir de chamada pública e com seleção no dia 29 de maio, com os votos dos integrantes do colegiado responsável pela organização do evento, com o apoio do Instituto Estadual de Música (IEM-RS).

Fonte! Chasque publicado na edição eletrônica do Jornal O Sul de Porto Alegre - RS, em 06 de julho de 2025: https://www.osul.com.br/acampamento-farroupilha-inicia-nesta-segunda-o-prazo-para-pagamento-da-taxa-de-inscricao-dos-piquetes/ 

sexta-feira, 4 de agosto de 2023

Obras no Parque Harmonia, em Porto Alegre, continuam suspensas

No despacho, a juíza argumenta que os documentos juntados são posteriores ao início das obras no parque.

Foto: Divulgação

Em novo pedido de reconsideração, desta vez formulado pelo município de Porto Alegre, a juíza de Direito Letícia Michelon, da 10ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central da Comarca de Porto Alegre, manteve suspensas as obras no Parque Harmonia. A decisão foi publicada no final da tarde dessa quinta-feira (3).

A magistrada considerou que os fundamentos da decisão visam à integridade do meio ambiente, bem de uso comum do povo e protegido pelo artigo 225 da Constituição Federal, “porquanto presentes a probabilidade do direito e o perigo de danos irreversíveis – artigo 300 do Código de Processo Civil – para concessão da medida liminar”.

Caso

Uma Ação Popular foi movida contra o município de Porto Alegre e a empresa GAM3 Parks SPE S.A, pleiteando a suspensão dos trabalhos no parque. No último dia 30, a juíza substituta Gabriela Dantas Bobsin, da 10ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central de Porto Alegre, atendeu ao pedido.

De acordo com a acusação, há “diversos danos ambientais, paisagísticos e ao patrimônio cultural” causados pela empresa concessionária do parque. A denúncia também alega a omissão do município em fiscalizar as obras que estariam extrapolando o Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU) aprovado pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental (CMDUA).

A liminar foi mantida pela Juíza Letícia Michelon, na terça-feira (1°), após a empresa pedir reconsideração.

Novo pedido

No novo pedido, o município alegou não haver o perigo de dano alegado, mas sim um periculum in mora (perigo da demora) inverso, decorrente da suspensão das obras. Alegou o cumprimento do seu dever de fiscalização enquanto poder concedente. ​E requereu, ao final, que fosse reconsiderada a determinação de suspensão dos trabalhos no local.

Ao analisar o pleito, a juíza Letícia Michelon considerou que alguns dos documentos juntados são posteriores ao início das obras no parque. E que a documentação, na sua quase totalidade, foi produzida pela empresa concessionária. “São, no geral, relatórios sucintos e, para este momento processual, no qual a cognição é necessariamente sumária, inaptos a convencer este juízo quanto à necessidade de alterar a decisão liminar”, afirmou.

Pedido ao TJ

Na tarde desta quinta-feira, a prefeitura de Porto Alegre entrou com Agravo de Instrumento contra decisão liminar que suspendeu as obras. O recurso, que será julgado pelo desembargador Marcelo Bandeira Pereira, foi interposto um dia depois do pedido de reconsideração feito à 10ª Vara da Fazenda Pública e negado nesta tarde.

De acordo com o procurador-geral adjunto de Domínio Público, Urbanismo e Meio Ambiente, Nelson Marisco, a medida foi tomada com o objetivo de obter autorização para reinício das obras o mais rápido possível. A liberação também é necessária para a montagem do Acampamento Farroupilha, prevista para iniciar nos próximos dias.

Fonte! Chasque (post) publicado no jornal eletrônico O Sul de Porto Alegre (RS), no dia 03 de agosto de 2023. Abra as porteiras clicando em https://www.osul.com.br/obras-no-parque-harmonia-em-porto-alegre-seguem-suspensas/


terça-feira, 1 de agosto de 2023

MTG lamenta situação das obras do Parque da Harmonia

Há risco de o evento tradicionalista atrasar devido às obras/ANA TERRA FIRMINO/JC

O Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul (MTG) divulgou nota nesta segunda-feira (31) sobre a situação do Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, conhecido como Parque da Harmonia, que passa por obras. A juíza Gabriela Dantas Bobsin da 10ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre concedeu uma liminar determinando a suspensão imediata dos trabalhos após ação popular que apontou diversos danos ambientais em decorrência da derrubada de 103 árvores no local pela Gam3 Parks.

Conforme uma publicação no Facebook do MTG, o grupo “não manifestará opinião sobre os acontecimentos por entender que o parque, local da realização do evento, tem um Gestor (GAM3), responsável contratual com a Prefeitura, pela realização”. O texto, no entanto, expõe o sentimento dos integrantes do MTG, representados pela presidente, Ilva Maria Borba Goulart, e pelo vice-presidente, Paulo Matukait.

“Como membro da Comissão Municipal, lamentamos profundamente todos os acontecimentos que envolvem um dos maiores eventos do nosso Estado. Entendemos que o acampamento, e os que realizaram a festividade desde 1987, não merecem passar por tal situação.” Há risco de atrasar o início do Acampamento Farroupilha deste ano por conta da paralisação da obra.

“Trabalhamos em parceria com a comissão municipal por mais de 20 anos (1999/2022) para que o acampamento saísse de um simples aglomerado de lonas multicores, para os galpões que conhecemos hoje, desfiles tematizados, e mais de um milhão de visitantes por edição. Temos a plena certeza de que tudo vai se resolver da melhor forma, basta que as partes tenham respeito e bom diálogo, pois foi desta maneira que conduzimos as negociações sempre que defendemos os interesses da cultura, dos acampados e das instituições envolvidas”, continua o manifesto.

Fonte! Chasque (reportagem) publicado no sítio oficial do Jornal do Comércio de Porto Alegre - RS, em 31 de julho de 2023, por Mauro Belo Schneider. Abra as porteiras clicando em:https://www.jornaldocomercio.com/geral/2023/07/1117143-mtg-lamenta-situacao-das-obras-do-parque-harmonia.html

Justiça suspende obras no Parque da Harmonia; prefeitura vai recorrer da decisão

Mais de 100 árvores foram derrubadas para as obras no local / Gabriel Poester/Ser Ação/Divulgação JC 

A juíza Gabriela Dantas Bobsin da 10ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre concedeu uma liminar determinando a suspensão imediata das obras no Parque da Harmonia. A decisão foi tomada após ação popular que apontou diversos danos ambientais em decorrência da derrubada de 103 árvores no local pela Gam3 Parks, empresa concessionária do parque, além de omissão da prefeitura de Porto Alegre na fiscalização dos trabalhos. A prefeitura já informou que vai recorrer da decisão

• LEIA TAMBÉM: MTG lamenta situação das obras do Parque da Harmonia

“Os fatos noticiados pelos autores são gravíssimos e estão amparados por evidências de que a iniciativa privada, com a permissão do Município, promove verdadeira devastação em área do conhecido 'Parque da Harmonia', que conservava até então substancial número de espécies arbóreas e fauna que igualmente necessita ser alvo de proteção. As fotografias apresentadas demonstram que onde existia vegetação foi aberta uma 'clareira', com máquinas e implementos, inclusive retroescavadeira, agindo no local de modo a descaracterizá-lo totalmente”, diz o despacho assinado pela juíza.
 
No início de julho, diversos grupos se mobilizaram contra o corte de árvores no local pedindo a suspensão das atividades pela concessionária. Uma reunião na Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam) da Câmara de Vereadores debateu o tema, e na ocasião o Ministério Público descartou a paralisação das obras. 
Segundo a Gam3 Parks, o montante das árvores cortadas representa 8% do total das cerca de 1,2 mil  existentes na área. Foi autorizado o corte de 432 árvores.
 
O descumprimento da suspensão das obras acarretará o pagamento de multa diária. Em nota, a Gam3 Parks informou que tem total tranquilidade e comprometimento em demonstrar a idoneidade das obras em andamento. "O projeto do Parque Harmonia foi concebido com o objetivo de oferecer à comunidade um espaço público revitalizado, harmonioso e multifuncional, com foco na preservação e na promoção de atividades culturais. Desde o início, todas as etapas do projeto foram conduzidas com máxima transparência e dentro das diretrizes legais e ambientais vigentes", diz o texto (leia a íntegra no final da reportagem).
 
O vereador Marcelo Sgarbossa, um dos autores da ação popular, considera a liminar uma vitória. Ele destaca que, mesmo com todas as manifestações na Câmara de Vereadores, no local, reuniões e reportagens em jornal onde arquitetos alegaram que o projeto foi alterado sem autorização, as obras 'continuavam a mil por hora'.  "A decisão vem para trazer um debate sobre o que está acontecendo. A olhos visto, está ocorrendo uma verdadeira devastação, é visível", afirmou. 
Ele critica um dos argumentos apresentados por defensores do corte de árvores. “Era um aterro onde foram plantadas as árvores, mas se tornou um patrimônio paisagístico ambiental e cultural. Então porque foi criado pelo homem pode tirar”, questiona. O vereador elogia a postura da juíza em reconhecer a área do Parque da Harmonia como um patrimônio ambiental e cultural da cidade. “Os tradicionalistas e o pessoal dos piquetes devem estar muito incomodados com essa devastação em um lugar que é da cultura gaúcha e não só porto-alegrense”, salienta. 
 
Embora seja possível a Gam3 Parks ingressar com recurso para derrubar a liminar, Sgarbossa espera que a empresa não recorra e que agora, com a questão mediada pela Justiça, se possa entender o tamanho da destruição na área. 

Logo após a decisão, a Procuradoria-Geral do Município anunciou que vai recorrer da liminar. Segundo o secretário de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade, Germano Bremm, todo o licenciamento para a obra seguiu as normas urbanísticas ambientais. "Entendemos a importância e o papel dos órgãos de controle e assim como fizemos junto ao Ministério Público, Câmara de Vereadores e recentemente com a demanda do Tribunal de Contas, iremos prestar todas as informações ao Judiciário", afirma.
 
Leia a íntegra da nota da Gam3 Parks:
"A GAM3 Parks, responsável pela concessão do parque Maurício Sirotsky Sobrinho e trecho 1 da orla, manifesta-se com total tranquilidade e comprometimento em demonstrar a idoneidade das obras em andamento.

O projeto do Parque Harmonia foi concebido com o objetivo de oferecer à comunidade um espaço público revitalizado, harmonioso e multifuncional, com foco na preservação e na promoção de atividades culturais. Desde o início, todas as etapas do projeto foram conduzidas com máxima transparência e dentro das diretrizes legais e ambientais vigentes.

Encaramos essa medida como mais um passo no processo de análise e avaliação, acreditando que, ao final, a justiça reconhecerá a validade e a relevância deste empreendimento para a comunidade.

No entanto, é importante destacar que a paralisação das obras poderá impactar na infraestrutura para a realização do Acampamento Farroupilha.

Nosso compromisso com a população é pautado pela cooperação e diálogo, e estamos à disposição das autoridades competentes para prestar quaisquer esclarecimentos necessários, buscando a rápida resolução dessa questão para retomada das obras e entrega a altura para realização do maior evento gauchesco do mundo.

Reiteramos nossa confiança no trabalho sério e responsável realizado até o momento, contando com o apoio e compreensão de todos os envolvidos no processo."
 
Fonte! Chasque (reportagem) publicado no sítio oficial do Jornal do Comércio de Porto Alegre - RS, em 31 de julho de 2023, por Luciane Medeiros. Abra as porteiras clicando em: https://www.jornaldocomercio.com/geral/2023/07/1117123-liminar-determina-a-suspensao-imediata-das-obras-no-parque-da-harmonia.html 

sábado, 9 de janeiro de 2021

Coluna Tradição e Cultura do Jornal A Semana de Alvorada (RS) - 08.01.21

Conteúdo Tradicionalista nas escolas de Porto Alegre

Créditos! https://br.pinterest.com/

Em sessão extraordinária realizada na tarde desta terça-feira (22/12), a Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou o projeto de lei de autoria do vereador Márcio Bins Ely (PDT) que inclui conteúdo sobre a cultura tradicionalista gaúcha nas aulas ministradas em escolas públicas da rede municipal. Segundo o vereador, a iniciativa de estimular o ensino da cultura do Estado provocará mudanças positivas no comportamento dos jovens alunos da Capital, incentivando-os a seguir os passos da tradição. “O carinho e a admiração pela nossa terra são sentimentos belos e honrosos. Diante disto, proponho a inclusão do conteúdo sobre a cultura tradicionalista nas aulas ministradas nas escolas públicas da rede municipal de ensino.” O projeto ressalta que o tradicionalismo baseia-se no folclore, na sociologia, na arte, na literatura, no esporte e na recreação, entre outros ramos do saber, além de rememorar fatos históricos importantíssimos. “O projeto visa à construção de um futuro glorioso, embasado no que há de mais belo no nosso Rio Grande do Sul: as tradições”, conclui Bins Ely. Fonte! Chasque publicado no galpão virtual (sítio) do jornalista Felipe Vieira. 

Dos CTGs para a Aldeia 

O Projeto Menotti Garibaldi, da Subcoordenadoria de Alvorada, visitou a Aldeia Indígena Takua Hovy, Taquara Verde, Viamão na tarde de 21 de Dezembro . O Trabalho foi realizado pela coordenadora Cultural Marta Guedes, que levou os Ctgs: Amanhecer na Querência; Raça Gaúcha e Bento Gonçalves da Silva, todos de Alvorada. Levaram muitos alimentos não perecíveis, guloseimas, brinquedos e roupas novas para as crianças pequenas, onde trocamos nossas culturas aprendendo e ensinado as danças e costumes. Parabéns para todos os envolvidos, estamos construindo uma nova sociedade. Fonte! Chasque publicado no sítio Jornal Farroupilha Online – www.jornalfarroupilhaalvorada.blogspot.com.

Nota oficial do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG)

 
O MTG vem a público se manifestar sobre as colocações de que o Hino Riograndense possui conotação racista ao afirmar, em parte da letra,  de que  "povo que não tem virtude, acaba por ser escravo", durante posse na Câmara Municipal de Porto Alegre. No entender do MTG, tal afirmação diz respeito à uma submissão da então Província de São Pedro ao Império, no período da Revolução Farroupilha. E nada tem de discriminatória.  
 
Enquanto a comunidade negra, na qual integrantes do próprio movimento se inserem, se prende a este tipo de polêmica, perde um precioso tempo de ser protagonista de uma nova história que cabe aos próprios negros e brancos escreverem. O MTG reconhece a importância dos negros e dos próprios Lanceiros Negros na revolução e na construção de nossa identidade regional. E tem manifestado esse respeito, inúmeras vezes através das danças tradicionais, canto e poesia. Em 2020, de forma inédita, promoveu uma programação virtual, alusiva à Semana da Consciência Negra. E assim seguirá na luta pela inclusão do negro em nossa cultura. 
 
No entanto, entende que desfiar o foco dessa luta, atendo-se a questionamentos que carecem de contextualização história e desvia o foco daquilo que deve realmente ser discutido. Esta é a manifestação de Julia Graziela Azambuja - negra e diretora do Departamento de Manifestações Individuais e Expontâneas do MTG. 
 
Valdemar Engroff


terça-feira, 1 de setembro de 2020

Novos tempos pedem novas façanhas

Créditos! http://www2.portoalegre.rs.gov.br/acampamentofarroupilha

A concessão do parque Maurício Sirotsky Sobrinho é um dos melhores exemplos de relação ganha x ganha na história recente de Porto Alegre no que se refere à cultura e ao tradicionalismo gaúchos.
 
Anualmente, em setembro, cerca de um milhão de pessoas frequenta o parque para prestigiar o Acampamento Farroupilha. São dias festivos, de orgulho e amor ao Rio Grande em suas mais diversas manifestações históricas e culturais.
 
Não é razoável que uma área tão bonita, costeando o Guaíba, na área central da capital gaúcha, permaneça ociosa a maior parte do ano. Sem utilização, acaba por ser palco de depredações e uso indevido, privando a população de um potencial gigante de atividades de lazer, cultura e entretenimento.
 
Com essa parceria com a iniciativa privada, ganha o Governo Municipal, ganham os organizadores do Acampamento Farroupilha, que a cada ano encontrarão o local com melhores condições para instalação dos piquetes e toda programação. 
 
Ganha a população que passará a desfrutar de um local seguro, com toda infraestrutura necessária. E ganha, principalmente, todo povo gaúcho, que passa a contar com mais um equipamento urbano capaz de promover desenvolvimento não apenas cultural, mas também econômico.
 
A pandemia, que nos pegou de surpresa e embaralhou todos os sonhos e metas que tínhamos para este ano, a fórceps também trouxe momentos de reflexão. Se nas nossas vidas privadas, encapsulados em nossas casas, fomos convidados a rever conceitos e valores, não está sendo diferente para a vida em sociedade. Que mundo queremos deixar para nossos filhos?
 
A concessão do parque Maurício Sirostsky Sobrinho traz consigo um leque de possibilidades. Especialmente para o turismo, os ganhos podem ser substanciais. O Rio Grande do Sul, em alguns setores tão competente no receptivo, até hoje não conseguiu demonstrar para seus visitantes a beleza e grandeza cultural vividas dentro dos galpões espalhados pelo Rio Grande. Acreditamos que o Harmonia possa ser esse palco privilegiado de nossas artes, fortalecendo o vínculo com nossas raízes, firmando a imagem do gaúcho não somente para todo o Brasil, mas para o mundo.
 
Se os tempos são de esperança, aqui estamos falando de metas, planejamento, objetivos claros. Mirar o futuro sem perder o rastro da história. O "quem sabe um dia" está cedendo espaço para "o tempo é agora". Novos tempos pedem novas façanhas!
 
Fonte! Chasque de Cesar Oliveira - Presidente da Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas 2020 e vice-presidente de Administração e Finanças do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), publicado nas páginas do Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS), edição dos dias 28, 29 e 30 de agosto de 2020.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Grande baile de Posse da Coordenadoria da 1ª RT / RS


Bueno! A Coordenadoria da 1ª RT/2012 CONVIDA para o grande  Baile de Posse, a realizar-se no dia 10 de março, no galpão do CTG Maragatos, a partir das 21h. A animação será por conta do Grupo Os Gaúchos Lá de Fora e o ingresso custará R$ 20,00 por pessoa.

Ingressos e mais informações com o diretor social da 1ª RT Vitor Pochmann pelo fone (51) 9955-6874 ou pelo chasque eletrônico social @1rtrs.com.br.

O CTG Maragatos fica na Rua Ouro Preto, 408A, no bairro Auxiliadora, em Porto Alegre, na 1ª RT do RS.

Informações remetidas por Ana Lauffer, diretora do departamento artístico da 1ª RT do RS.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Exposição fotográfica, por Antenor Tatsch, agora em Porto Alegre


Depois de passar pelas Cidades do Rio de Janeiro/RJ, Belo Horizonte/MG, Uberlândia/MG, Brasília/DF, Campo Grande/MS, Goiânia/GO, Cuiabá/MT, Sinop/MT, Juiz de Fora/MG. Agora é a vez da Capital dos Gaúchos, Porto Alegre/RS.

Obs! Para ampliar o chasque abaixo, clique nele duas vezes.

Fonte! O chasque acima foi publicado no sítio do meu amigo Valmir Gomes, o Cariucho, da cidade Maravilhosa (Rio de Janeiro - RJ), no dia 25 de agosto de 2011. Abra as cancelas clicando em http://www.sitiodogauchotaura.blogspot.com/.

Bueno! Recebi um convite dos mais buenos do próprio Júnior e esposa e estarei participando do evento.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Centro de Tradições Gaúchas completa 63 anos de idade

O CTG surgiu de um rompante juvenil.
Hoje, é o movimento de cultura popular brasileira mais organizado


Em abril, o primeiro Centro de Tradições Gaúchas (CTG) criado no Brasil completa 63 anos de idade. É o 35 CTG, que fica em Porto Alegre. Surgido de um rompante juvenil, o CTG se transformou no que é provavelmente o maior movimento de cultura popular, organizado e centralizado, do país.
Muitas cidades têm uma estátua como símbolo, mas, em Porto Alegre, há duas particularidades: a estátua foi escolhida em uma eleição com mais de 500 mil votos e foi baseada em um modelo vivo, uma pessoa do mundo rural, Paixão Cortes. “É bom ser estátua, mas é melhor estar vivo”, diz.

A forma em gesso do laçador, vista na oficina do escultor Antônio Caringi, ficou pronta em 1954. Quatro anos, foi inaugurada em bronze, junto à entrada de Porto Alegre para quem chegasse pela BR-116.

Em 1977, uma foto mostra Paixão se pondo diante do laçador da bronze para mostrar como são bem parecidos o modelo e a estátua. Mas o que fez Paixão Cortes para se transformar em monumento em vida? “Dancei, cantei, sapateei e tenho a minha família. Fora esses aspectos artísticos, duas coisas eu distingo”, afirma.

Estamos indo para uma criação de ovelhas, cenário da primeira coisa que o Paixão fez. É do tempo em que ele, depois de formado em agronomia, era especialista em ovinos da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul.

A tosquia tradicional de ovelha no estado era sempre feita com uma tesoura, em um corte denominado “de martelo”. Paixão foi contra esse corte porque, além de ter de amarrar as quatro patas da ovelha e eventualmente feri-Ia, produzia lã de segunda linha. E o tosador, ficando em posição incômoda, rendia pouco. Introduziu, então, a tosa por maquininha, sistema que conheceu por meio de ovinocultores australianos.

“O segredo da técnica é o ovino não botar a pata firme. Ele não tem como se apoiar, e, consequentemente, não levanta. É só um jogo de pernas”, diz Paixão. Em seu livro sobre ovinos, da mesma época, ele propôs especiais da carne de cordeiro e formas de melhor aproveitá-Ia.

Para lembrar a segunda coisa mais importante de sua vida, Paixão, aos 85 anos, monta de puxa uma linha de sete cavalos arriados, vazios. Repete a caminhada que fez em 1947,entre o Colégio Júlio de Castilhos e o centro de Porto Alegre.

Ele e mais sete estudantes tinham se vestido de gaúchos, e foram os oito participar de um cortejo que acompanhava os restos mortais de um herói da Guerra dos Farrapos. Esse conflito, que os gaúchos preferem chamar de Revolução Farroupilha, foi um movimento contra o Império na primeira metade do século XIX e que durou dez anos.

Aqueles oito estudantes queriam que, na solenidade, houvesse uma escolta de honra, gaúcha, típica. Parecendo hoje coisa simples, aquele gesto, na época, soava extravagante. Já em sua casa, um apartamento classe média em Porto Alegre, Paixão parece receber de volta a energia da juventude quando relembra aquele fato. “Passou uma pessoa desavisada que me viu com roupas típicas e gritou para mim ‘o carnaval já terminou, palhaço, que fantasia é essa?’”, diz.

Vindo do campo, o estudante Paixão estranhava, na cidade grande, o preconceito que havia contra o gaúcho, isto é, o homem simples da estância, da lida com gado. “Bota, bombacha, lenço no pescoço, na nossa cidade, capital do Rio Grande do Sul, eram vistos como maus elementos. Não entrava em um clube, era proibido de entrar no cinema e até na rua era mal vista. Se tomava condução, um bonde, não podia sentar”, afirma.

Resolveram então fundar uma entidade, em 1948, para cultuar a história e a cultura do Rio Grande, principalmente em relação ao mundo rural. Foram três dias de reunião só para escolher o nome.

Afinal, veio o batismo: 35 CTG. CTG, de Centro de Tradições Gaúchas. 35, para lembrar 1835, ano do início da Revolução Farroupilha. Mas a idéia, três anos depois da fundação, não estava dando muito certo. “Vivi grandes emoções aqui. Uma delas foi quando um cidadão, que tinha sido patrão aqui da casa, me procurou e falou que estava com uma missão muito triste para ser cumprida, que precisava fechar as portas do CTG 35. Estava com dívidas e não tinha sede. Falei ‘não faça isso, pelo amor de Deus. Precisamos lutar’”, afirma o agricultor Ody Pedro.
Começou , então, um movimento de pessoas e recursos tão forte que, não só o 35 não fechou, como passaram a surgir CTGs não só no Rio Grande do Sul, mas no país inteiro. Hoje, existem em quase todos os estados.

A relação de CTGs por estado é: Roraima, 1; Acre, 1; Amazonas, 3; Rondônia, 33; Tocantins, 1; Rio Grande do Norte, 1; Bahia, 5; Goiás, 10; Mato Grosso do Sul, 19; Mato Grosso, 19; Espírito Santo, 1; Rio de Janeiro, 7; Minas Gerais, 2; São Paulo, 28; Paraná, 255; Santa Catarina, 586; Rio Grande do Sul, 1.611. Há 12 no exterior.

No Brasil, os CTGs movimentam pessoas e recursos. Erival Bertolini, dirigente nacional do movimento, lembra que os Centros têm áreas esportivas, recreativas e sociais e campeiras. Fixando-se, porém, apenas no aspecto artístico, músicos envolvidos, dançarinos de danças típicas e participantes de fandangos, com roupas a caráter, o número de pessoas é grande, mais de 1 milhão.

Fonte! Este chasque foi publicado no sítio do G1 - http://www.g1.globo.com/, no dia 10 de abril de 2011. Fonte do retrato! Sítio do Inema - http://www.inema.com.br/.