sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Coluna Tradição e Cultura do Jornal A Semana de Alvorada (RS) - 25.09.26

 CTG AMARANTO PEREIRA

O CTG Amaranto Pereira e a Academia de Danças Alma Gaúcha te convidam para novo curso de danças de fandango, que começa no dia 25 de setembro (hoje), com seguimento nas sextas-feiras. Informações com a instrutora Libra: (51) 984.425.633. O CTG fica na Rua Antônio Carlos Jobim, 1000, no Jardim Algarve, em Alvorada.

CTG SENTINELAS DO PAGO

O CTG Sentinelas do Pago e o Curso de Fandango Danças e Tradição, com os instrutores Vagner e Cristiane, te convidam para o primeiro curso de danças de fandango no CTG Sentinelas do Pago, iniciando hoje, dia 25 de setembro, com seguimento nas sextas-feiras. Informações pelo fone waths (51) 995.842.517. O CTG fica na Rua Porto Alegre, 216, bairro Maria Regina, em Alvorada.

CCT RANCHO CRIOULO

No dia 26 de setembro, acontece o tradicional baile das 15h no CCT Rancho Crioulo, o Baile da Niti dos Santos. Na animação o Grupo Mas Tchê. Informações: (51) 985.520.770. O CCT fica na Av. Inconfidência, 1035, em Canoas.

CTG POUSADA DA FIGUEIRA

O CTG Pousada da Figueira e a Escola de Danças Gaúchas Alma Farrapa te convidam para o grande jantar-baile de formatura de fandango, no dia 26 de setembro. Na animação o Grupo Barbicacho. Ingresso com janta custa R$ 65,00. Só pro baile custa R$ 40,00. Informações: (51)992.866.631 (Mariana) ou (51) 995.666.623 (Israel). O CTG fica na Estrada João de Oliveira Remião, 6791, na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre.

PIQUETE FUNDO DA GROTA

Dia 27 de setembro, acontece a tradicional domingueira do Piquete Fundo da Grota, às 19h. Na animação Adriano Macedo e Grupo Loko de Gaúcho. Informações pelo fone waths (51) 984.384.106. O piquete fica na Rua Anhanguera, 301, em Viamão.

GALPÃO RANCHO MISSIONEIRO

Começa novo curso de danças de fandango no Galpão Rancho Missioneiro, no dia 02 de outubro, com seguimento nas sextas-feiras, com os meus amigos instrutores Sílvio e Shirley. Informações: (51) 995.402.910. O galpão fica na Estrada Frederico Dihel, 4026, em Alvorada.

CTG CHIMANGOS

O CTG Chimangos vai comemorar os seus 42 anos de fundação, com um grande jantar-baile, no dia 03 de outubro, tendo na animação o Grupo Vozes Campeiras. Ingresso com janta lote 1 custa R$ 50,00. No lote 2 custará R$ 60,00. Só pro baile pagas R$ 25,00. Informações e reservas: (51) 995.723.445. O CTG fica na Rua Pitoresca, 611, Partenon, em Porto Alegre.

PIQUETE GALPÃO HERANÇA DO PAGO

O Piquete Galpão Herança do Pago programou para o dia 03 de outubro, grande jantar-baile. Na animação Mano Moraes e Banda. Informações: (51) 984.320.455 (Reneci) ou (51) 992.210.146 (Diovane). O Piquete fica na Estrada do Cemitério, 1856, em Águas Claras, Viamão.

CTG SENTINELA DOS PAMPAS

O CTG Sentinela dos Pampas e a Academia de Danças Estrela do Sul realizam novos cursos de danças de fandango: no dia 24 de setembro começou o curso avançado, com seguimento nas quintas-feiras e dia 25 de setembro inicia o curso básico, com seguimento nas sextas-feiras. Em ambos, as inscrições continuam abertas. Informações com a instrutora Silvane: (51) 984.871.551. O CTG fica na Rua Ivo Janson, 31, bairro Intercap, em Porto Alegre.

35 CTG

Começou no dia 24 de setembro, com seguimento nas quintas-feiras e com inscrições ainda abertas, novo curso de danças de fandango no 35 CTG, em parceria com a Academia de Danças Estampa Gaúcha. Informações com os instrutores Caio ou Luciane: (51) 991.437.166. O 35 CTG fica na Av. Ipiranga, 5300, em Porto Alegre.

Fonte! Chasque (coluna) Tradição e Cultura do Jornal A Semana, edição impressa e eletrônica do dia 25 de setembro de 2026, por Valdemar Engroff.        

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Regionalismo por Dorotéo Fagundes: o Rádio!

Créditos! Dorotéo Fagundes
Incansavelmente vamos propagar que o Padre Gaúcho – Roberto Landell de Moura é o verdadeiro pioneiro na transmissão de voz por ondas de rádio no mundo. Nascido e falecido em Porto Alegre, viveu de 21/01/1861 até 30/06/1928, religioso, cientista nato, fez o rádio antes dos injustamente consagrados como criadores Guglielmo Marconi e Nicola Tesla. E mais, em janeiro e 1903 quando um repórter do Jornal THE EVENING WORLD de NY, perguntou a Marconi: “é possível que um dia tenhamos um telefone cujo sinal viaje sem fios? A resposta: “Talvez para pequenas distâncias. Eu não acredito que jamais se consiga energia suficiente para telefonar sem fio a grandes distâncias”. Mal sabia ele que, no Brasil, experimentos do tipo já estavam sendo realizados com bastante sucesso, pelo gaúcho – Roberto Landell de Moura.

Enquanto Marconi focava na transmissão de sinais de Código Morse (apenas pontos e traços), o padre Landell de Moura desenvolveu a tecnologia para transmitir a voz humana e músicas, baseado nas energias em Hertz. Feito histórico do padre gaúcho em 1899 por demonstrações públicas com sucesso em São Paulo, conectando por áudio sem fio o Colégio Santana à Ponte das Bandeiras, e, logo em 1900 num trajeto de 8 km até a Avenida Paulista no dia 7 de setembro, ele repetiu a histórica façanha. A primeira frase transmitida teria sido "Toquem o Hino Nacional!"

Infelizmente, Landel enfrentou barreiras culturais, religiosas e políticas de sua época, vindo as primeiras injustiças da própria igreja, que lhe chamava de bruxo e de fieis católicos fanáticos, que depredando seu laboratório, destruíram os equipamentos, tratando-os com coisas do diabo. Depois ao procurar o presidente Rodrigues Alves, pedindo apoio financeiro e suporte de navios para testar os aparelhos a longas distâncias, fora tratado como "maluco".  Eis a prova que político idiota, arrogante e outras cositas más, não é de agora é coisa que vem de longe neste país!

Apesar de todos esses injustos entraves, Landel de Moura conseguiu patentear seus aparelhos no Brasil em (1901) e nos Estados Unidos (1904), registrando o "Transmissor de Ondas", o "Telefone sem Fio" e o "Telégrafo sem Fio". Ele também já teorizava sobre o que viria a ser a televisão e as transmissões por ondas curtas. O fato é que em 1901 – Marconi Guglielmo realizou a primeira transmissão de rádio intercontinental e em 1906 – Reginald Fessenden transmite voz e música pelo rádio, o que Landel já tinha feito em 1899, mas quem levou a definitiva patente do rádio nos EUA foi Nicola Tesla em junho de 1943, cinco meses depois de sua morte em 7 de janeiro desse ano.

Apesar da gigante peleia judicial pela patente do rádio nos EUA, a primeira estação de rádio comercial surgiu lá, inaugurada em 2 de novembro de 1920, com o nome de KDKA em Pittsburgh, na Pensilvânia. Já a primeira emissora regular de rádio do Brasil, foi a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, fundada em 20 de abril de 1923, por Edgard Roquette Pinto e Henrique Morize, com membros da Academia Brasileira de Ciências, estação essa que foi doada ao governo federal em 1936, sendo hoje conhecida como Rádio MEC. No RGS a primeira emissora de rádio foi a Rádio Sociedade Rio-Grandense, fundada em Porto Alegre em 7 de setembro de 1924, pelo empresário uruguaio – Juan Ganzo Fernández, dono da então Companhia Telephonica Rio-Grandense. E a primeira transmissão, ocorreu no bairro Menino Deus, em uma hora de programação experimental, pela voz de Eduardo Guimarães.

 Por fim, mesmo com o tardio reconhecimento mundial de inventor do rádio vindo em 1990 para o gaúcho –  Landell de Moura, apenas em 25 de setembro de 1981 ele foi ganhar o título de Patrono dos Rádios Amadores do Brasil e pasmem, só foi oficialmente reconhecido como heróis nacional pelo governo brasileiro, em 27 de abril de 2012, quando seu nome foi incluído no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.

 Para pensar: Parece que o mal é mais ligeiro que o bem, mas no final o bem vence, porque não promove injustiças!

Fonte! Chasque de Dorotéo Fagundes desta semana, que conta com o apoio do GBOEX e FUNDACRED.          

 

Ronco do Bugio valoriza as raízes de São Francisco de Paula

 
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Ritmo é considerado patrimônio cultural imaterial do Rio Grande do Sul desde 2025, e tem na cidade da Serra Gaúcha um de seus principais redutos com o festival / Lucas Jaeger/DIVULGAÇÃO/CIDADES
Autor da pesquisa que resultou no livro O ritmo musical do bugiu (que optou por grafar com ‘u’ para diferenciar do nome do animal) nos Campos de Cima da Serra e no Rio Grande do Sul, Israel da Sois Sgarbi, 46, orgulha-se da música tradicional serrana com suas características próprias, que podem ser apreciadas no Festival Ronco do Bugio, evento que chegou a sua 33ª edição este ano. “Estou no festival há cerca de 16 anos. Já participei, concorri, trabalhei como jurado em quatro ou cinco edições, fiz shows. Também por ter sido presidente do Conselho Municipal de Cultura por quatro anos, e depois mais dois anos atuando como vice, trabalhei muito forte no reconhecimento do ritmo”, conta. O bugio é patrimônio cultural imaterial do Rio Grande do Sul desde 2025. Marcado pelo toque sincopado de acordeão (gaita), que lembra o ronco dos bugios que se escuta nas matas dos Campos de Cima da Serra, é um compasso original da música gaúcha.

O Ronco do Bugio, com seu caráter competitivo, é um festival muito esperado pela comunidade. As diferentes categorias foram ampliadas ao longo do tempo, com esforços de Da Sois, para contemplar os talentos locais, como a premiação Ronco da Terra. Além disso, músicos de outras vertentes participam ativamente. “Isso é muito interessante. São Chico é eclética, mas quando se fala em bugio, todo mundo acaba respeitando, porque está na origem. O festival só se manteve todo esse tempo porque está enraizado na autenticidade”, afirma. O pesquisador explica que também batalhou pela valorização dos gaiteiros, com a criação da categoria instrumental para o acordeão, uma vez que o instrumento é “a mãe do bugio”, no seu entendimento. “Tu podes agregar violão, contrabaixo, bateria, piano, violino... Mas o bugio nasceu no fole da gaita. A primeira apresentação que acontece na abertura do festival, depois dos protocolos, é a do gaiteiro que toca um bugiozinho, só ele e a gaita, a coisa mais linda do mundo, assim se vê a essência!”, argumenta.

• LEIA TAMBÉM: São Francisco de Paula se transforma na terra dos festivais musicais

Da Sois entende o papel educativo dos eventos musicais e entende que é essencial estar perto das novas gerações para que elas tenham noção dos pilares. “Aqui é a terra natal do Albino Manique (1944-2024), acordeonista do conjunto Os Mirins, conhecido mundialmente. A fábrica de acordeões Scandalli, que produz instrumentos que chegam a custar R$ 150 mil, fez um acordeão com a assinatura do Manique lá na Itália, em Castelfidardo, pátria do acordeão. Então, se os caras que têm o instrumento mais famoso do mundo fizeram uma gaita com o modelo desse gênio que nasceu em São Francisco de Paula, a gente percebe o peso dessa história”, emociona-se.
 
Fonte! Chasque (post) de Alessandra Rech, publicado no Jornal Cidades, encarte do Jornal do Comércio do Rio Grande do Sul, no dia 22 de setembro de 2026: https://www.jornaldocomercio.com/jornal-cidades/2026/09/1263809-ronco-do-bugio-valoriza-as-raizes-de-sao-francisco-de-paula.html

domingo, 20 de setembro de 2026

Tradição gaúcha aquece comércio não só em setembro, mas no ano todo

Raynieri destaca que setembro representa o 'período de colheita' / TÂNIA MEINERZ / JC

O que faria uma empresa atacadista mudar de perfil e vender no varejo, durante um único mês no ano? A resposta é simples: aumento no faturamento, incremento no número de clientes e a possibilidade de fechar novas parcerias e negócios. É o que acontece todo o mês de setembro com a Confraria Crioula, empresa do município de Cotiporã, que se remodela para aproveitar o aquecimento nas vendas de produtos tradicionalistas durante as festividades Farroupilha.

Raynieri Confraria Crioula - Acampamento Farroupilha 2026 TÂNIA MEINERZ/JC 
 
“Nosso período de safra vai de fevereiro a agosto, seis meses antes de colhermos os frutos extraordinários do mês de setembro, afirma o gerente comercial da empresa, Raynieri Piber Cezar.
 
O mesmo acontece com outros tantos lojistas que focam seus negócios em elementos do tradicionalismo gaúcho, da pilcha ao chimarrão, e que registram incremento nas vendas antes mesmo do início oficial da Semana Farroupilha, de 13 a 20 de setembro.
 
Uma pesquisa do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Porto Alegre (Sindilojas) mostra que 89% dos lojistas que comercializam artigos ligados à cultura gaúcha já registram procura pelos produtos, índice 5,6 pontos percentuais superior ao observado no período em 2025.
 
Além de antecipar as compras, o consumidor também deve desembolsar mais: a expectativa dos lojistas ouvidos na pesquisa do Sindilojas é de um tíquete médio de R$ 362,50 neste ano, alta nominal de 11,5% em relação a 2025, apesar de o cenário econômico estar desfavorável para grandes volumes de compras.
 
Para 44,4% dos entrevistados, o movimento já é maior do que no ano passado. “Por mais que nós tenhamos essa dicotomia na questão da economia, temos uma cultura gaúcha forte. É pela nossa roupa que demonstramos essa cultura: um lenço, uma boina, uma pilcha, uma faca, o churrasco ou o mate. Quando a paixão entra em cena, às vezes ela não tem muito nexo. Isso mexe com o comércio e faz as pessoas quererem algo diferente”, afirma o vice-presidente do Sindilojas, Tarcísio Pires.
 
O levantamento da entidade mostra ainda que a procura concentra-se principalmente em itens que compõem a indumentária tradicional. A bombacha aparece como o produto mais citado pelos lojistas, mencionada por 66,7% dos entrevistados. Na sequência, estão as alpargatas, com 44,4%, e camisa ou polo, lenço e chapéu ou boina, todos apontados por 33,3%. Um dado que chama atenção é a presença da pilcha infantil, citada por 33,3% dos comerciantes. É a primeira vez que o item aparece na pesquisa, sinalizando uma ampliação da demanda para o público infantil.
 
A cadeia ligada ao chimarrão também participa desse movimento. Erva-mate, chás, cuia e bomba foram citados por 22,2% dos lojistas, mesmo percentual registrado para vestidos de prenda.
 
Na avaliação do presidente do Sindilojas Porto Alegre, Arcione Piva, o comportamento do consumidor evidencia que a tradição permanece sendo transmitida entre gerações e produz efeitos também sobre a atividade econômica.
 
“Quando a tradição ganha as ruas, o comércio também sente esse movimento. É uma combinação que valoriza a nossa cultura e movimenta a economia local”, afirma.
 
A pesquisa revela ainda que o aquecimento nas vendas acompanha os locais onde são realizados os acampamentos farroupilhas, mas também pontos fora deles, com uma característica de demanda bem pulverizada.
“Eu acredito que isso acontece pela cidade, não é só no Parque da Harmonia. Temos acampamentos em outras regiões, como a Restinga e a Região Metropolitana, além das escolas, que também criam seus ambientes durante essa semana. O Parque é um polo, mas esse fomento da cultura e o movimento do comércio se espalham pela cidade”, avalia Pires.
 

Atacado altera perfil de comercialização para aproveitar Acampamento Farroupilha

Durante o mês de setembro, impulsionada pelas comemorações da Semana Farroupilha, a Confraria do Gaúcho, uma confecção de roupas gauchescas do município de Cotiporã, prioriza as vendas no varejo para aproveitar o movimento do Acampamento Farroupilha.
 
“É um momento de grande rentabilidade e de contato direto com o público final, em busca de negócios dentro do acampamento e fora dele também, no decorrer do ano”, afirma o diretor comercial da empresa, Raynieri Piber Cezar. Essa relação ajuda a explicar como o impacto econômico de setembro ultrapassa os limites físicos dos eventos tradicionalistas.
 
O consumidor que compra uma peça no Acampamento pode voltar a procurar o mesmo produto meses depois em uma loja de sua cidade, mantendo a demanda na cadeia mesmo após o encerramento da Semana Farroupilha. Entre os produtos mais vendidos, estão as bombachas e as alpargatas que viraram moda, especialmente entre as novas gerações.
 
A loja no acampamento é usada também como uma espécie de laboratório para observar diretamente o consumidor final e identificar preferências, mudanças de modelagem e tendências que podem orientar a produção do ano seguinte.
 
“Fidelizamos clientes que, posteriormente, buscam os produtos da marca em centenas de lojas parceiras espalhadas pelo Estado durante o restante do ano”, revela Cezar.
 
A preparação das peças para o boom de setembro começa meses antes. A empresa trabalha com uma espécie de “safra” de seis meses que antecede o período de maior movimento. A operação envolve cinco fábricas, além de fornecedores terceirizados, e mobiliza profissionais de diferentes etapas da cadeia produtiva, da costura à fabricação de calçados. Segundo o gerente, a empresa precisa ampliar a contratação de trabalhadores temporários e acionar parceiros para conseguir atender à demanda concentrada.
 
Como a procura não mantém a mesma intensidade durante todo o ano, a empresa estabelece acordos de compra com parceiros para garantir uma produção mínima
mesmo nos períodos de menor movimento.
 
“Atendemos mais de 300 lojas em todo o Estado, além de termos clientes em Santa Catarina e no Paraná”.

O proprietário da loja Etilo & Tradição, Vilson Tadeu Ferreira, localizada permanentemente no Parque da Harmonia, conta que o faturamento é cerca de 70% superior em setembro, em comparação com os demais meses do ano.
 
“Mas procuramos estabelecer um calendário comercial bem diversificado, com diferentes ciclos de consumo ao longo do ano, para reduzir a dependência exclusiva da Semana Farroupilha”, explica.
 
A empresa possui quatro pontos de operação: além da loja no parque, a matriz em Boqueirão do Leão, e duas lojas itinerantes que acompanham eventos, festas, rodeios e acampamentos. “Paralelo a isso, o público jovem nos procura muito via WhatsApp e Instagram, em busca de indumentária gaúcha, kits para churrasco e mate, além das lembrancinhas do Rio Grande do Sul”, conta o comerciante.

 

Comércio próximo ao Harmonia também aproveita alta das vendas em setembro

O movimento gerado pelo Acampamento Farroupilha não fica restrito aos estabelecimentos instalados dentro do Parque da Harmonia. Lojas localizadas nas proximidades também aproveitam o aumento da circulação de consumidores em setembro. É o caso da Pithan Pilchas, confecção especializada em indumentária gaúcha que mantém uma loja próxima ao Gasômetro.

Simone Pithan, da Pithan Pilchas. Arquivo Pessoal/JC/Divulgação 
 
Para a proprietária da empresa, Simone Pithan, setembro é um dos períodos mais importantes do ano para o negócio, que se prepara ao longo dos meses para atender ao aumento da procura.
 
“O Natal nosso é agora”, afirma, destacando que parte significativa do que foi produzido e estocado durante o ano encontra mercado justamente neste período.
 
Embora não tenha uma estimativa percentual para o aumento das vendas, ela relata que a demanda cresce de forma expressiva nas semanas que antecedem a Semana Farroupilha, quando consumidores deixam para a última hora a escolha de cor, modelo e tamanho das peças.
 
A localização próxima ao Parque Harmonia contribui para captar esse fluxo, mas a estratégia da empresa é diferente da adotada pelos pontos comerciais dentro do Acampamento. A loja aposta em atendimento personalizado, com espaço para que clientes possam experimentar peças com mais conforto e receber orientação sobre a indumentária. A proposta ganha importância porque a empresa trabalha com diferentes modelos de bombacha e precisa explicar as características e usos de cada peça.
 
O principal produto comercializado é a bombacha, procurada tanto por homens quanto por mulheres. A empresa também trabalha com vestidos de prenda, peças sob medida, lenços, cintos e outros acessórios da indumentária. Há ainda uma aposta em modelos mais modernos, que aproximam a roupa tradicional do uso cotidiano. "Consumidores que não têm ligação direta com o tradicionalismo também passaram a incorporar a bombacha ao guarda-roupa pela combinação de conforto e estilo”, diz Simone.

Além do consumidor local, a loja também recebe compradores de fora do Estado interessados na cultura gaúcha. A empresária relata casos de turistas que procuram peças por curiosidade ou depois de experimentar a indumentária e incorporá-la ao dia a dia. Dessa forma, setembro amplia não apenas o volume de vendas, mas também o alcance de um mercado que combina tradição, turismo e consumo de moda.

Concorrência com Acampamento Farroupilha faz movimento cair em loja do Mercado Público


No Mercado Público de Porto Alegre, o comerciante Lair Groff Júnior, gerente do Rancho Gaúcho, com a irmã Graziela Groff e a sobrinha Mariana Groff. Arquivo Pessoal/Divulgação/JC 
 
Se para parte do comércio gaúcho setembro representa o auge das vendas associadas à tradição, para alguns estabelecimentos especializados em produtos típicos o cenário é diferente. No Mercado Público de Porto Alegre, o comerciante Lair Groff Júnior, gerente do Rancho Gaúcho, que trabalha com erva-mate, cuias, bombas e outros artigos ligados ao chimarrão, percebe uma redução do movimento no período em que a programação Farroupilha ganha força.
 
Na avaliação dele, o Acampamento Farroupilha, no Parque Harmonia, acaba atraindo parte dos consumidores que tradicionalmente circulariam pelo Centro.
 
“Eu acho que o Harmonia nos puxa muito a clientela para lá. As pessoas já vão direto para lá”, afirma.
Apesar de manter uma clientela constante e de contar com as vendas pelas redes sociais e pelo comércio eletrônico, o comerciante diz que setembro não está entre os períodos de maior movimento para seu negócio. A principal temporada de vendas ocorre entre abril e agosto, justamente durante os meses mais frios, quando aumenta o consumo de chimarrão e também cresce o fluxo de turistas em Porto Alegre.
 
“Eu trabalho bem de abril a agosto. Essa é a minha temporada. É o frio, é o chimarrão que aumenta”, explica.
 
Setembro, outubro e novembro são apontados como meses de queda mais acentuada. O movimento volta a ganhar força em dezembro e janeiro, impulsionado pelas férias e pela presença de turistas na Capital. A lógica mostra que a relação entre tradição gaúcha e consumo não é uniforme entre os diferentes segmentos. Embora o chimarrão esteja entre os produtos associados à identidade cultural do Estado e apareça entre os itens movimentados pelo Mês Farroupilha, o comportamento do consumidor pode variar de acordo com o canal de venda e a localização do estabelecimento.
 
A concorrência, porém, não significa ausência de vendas. A loja mantém uma clientela regular durante todo o ano e encontrou nas redes sociais uma forma de ampliar o alcance dos produtos. O comerciante também mantém um e-commerce e passou a utilizar o TikTok como ferramenta de divulgação, em uma estratégia que aproximou a empresa de consumidores mais jovens. A presença digital ganhou força especialmente após a enchente de 2024, quando a estrutura anterior do negócio foi destruída.
 
Segundo o comerciante, a empresa teve perdas expressivas e precisou se reconstruir. A partir daquele momento, sua irmã Graziela Groff e a sobrinha Mariana Groff passaram a atuar de forma mais intensa na produção de imagens e conteúdos para as redes sociais, criando uma nova frente comercial para a empresa. O resultado foi a formação de uma relação mais direta com consumidores que, muitas vezes, chegam ao estabelecimento procurando produtos que conheceram nas redes.
 
“Virei influencer. As pessoas me param na rua para pedir uma foto”, diz, Groff Júnior.
 
Do lado de dentro dos portões do Harmonia, a Top Cuias marca presença há quatro anos com um estande focado no consumo do chimarrão.
 
“Com certeza setembro é mês com maior venda pelas festas e também pelo foco da mídia no acampamento”, afirma o proprietário da empresa Adriano Gregory.

Adriano Top Cuias - Acampamento Farroupilha 2026 TÂNIA MEINERZ/JC 
 
Segundo o comerciante, durante o período, ocorre um incremento de 50% nas vendas de acessórios para chimarrão, como cuias, bombas, mateiras, térmicas, enfeites de chimarrão, bombas de aço inox e uma variedade de erva-mate gaúcha, uruguaia e argentina.

“Estamos com dois lançamentos na feira: o Lumi Chima, uma luzinha de led que encaixa na bomba e ilumina o mate à noite, e a bomba de aço inox com 2 mil furos”, conta Gregory.


Adriano Top Cuias - Acampamento Farroupilha 2026 TÂNIA MEINERZ/JC

CONSUMO FARROUPILHA

  • 89% dos lojistas já registram procura por artigos gauchescos, antes do início da Semana Farroupilha.
  • +5,6 pontos percentuais é o avanço em relação ao ano passado.
  • R$ 362,50 é o tíquete médio esperado para este ano.
  • +11,5% é a alta do tíquete médio em relação a 2025.
  • 44,4% dos lojistas percebem movimento maior nas vendas do que no ano passado.
  • 66,7% apontam a bombacha entre os produtos mais vendidos.
  • 33,3% citam a pilcha infantil, que aparece pela primeira vez na pesquisa.
  • 44,4% apontam alpargatas entre os itens de maior procura.
  • 33,3% citam camisas, lenços, chapéus e boinas.
  • 22,2% registram procura por erva-mate, chás, cuias e bombas.
  • 22,2% citam o vestido de prenda entre os produtos procurados.
  • 66,7% dos comerciantes esperam aumento das vendas até o fim das festividades.
Fonte: pesquisa do Sindilojas
 
Fonte! Chasque (post) de Ana Esteves, publicado no Jornal do Comércio do Rio Grande do Sul, no dia 18 de setembro de 2026: https://www.jornaldocomercio.com/especiais/semana-farroupilha/2026/09/1263239-tradicao-gaucha-aquece-comercio-nao-so-em-setembro-mas-no-ano-todo.html  

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Coluna Tradição e Cultura do Jornal A Semana de Alvorada (RS) - 18.09.26

FESTEJOS FARROUPILHAS DE ALVORADA

Teremos grande baile farroupilha, a partir das 20h do dia 19 de setembro, no Acampamento Farroupilha Oficial Sócrates Carvalho. Na animação David Freitas e Grupo Alma de Baile, com entrada franca e com estacionamento no local. Informações com o Subcoordenador Jair Martins: 51) 999.994.513. O Acampamento fica na Rodovia RS 118.

CCT RANCHO CRIOULO

No dia 19 de setembro, acontece o tradicional baile das 15h no CCT Rancho Crioulo, o Baile da Niti dos Santos. Na animação Carlos Marques e Quarteto Missioneiro. O CCT fica na Av. Inconfidência, 1035, em Canoas.

CTG GAUDÉRIOS DA SAUDADE

No dia 19 de setembro, o CTG Gaudérios da Saudade vai realizar o grande jantar-baile farroupilha. Na animação Paulo de Souza e Grupo Carcando Vaneira. Ingresso com janta sai por R$ 55,00. Crianças de 07 a 11 anos, com janta, pagam R$ 25,00 e ingresso só pro baile custa R$ 25,00. Chave pix CNPJ: 87225348000165. Informações com o Patrão Vilson: (51) 997.093.442. O CTG fica na Rua Germano Leuck, 524, bairro Rincão dos Ilhéus, em Estância Velha.

CTG AMIGOS DA TRADIÇÃO

Dentro do calendário dos festejos farroupilhas do município, teremos no dia 19 de setembro, no CTG Amigos da Tradição, grande jantar-baile farroupilha, tendo na animação o Grupo Tranco Véio. Antes do baile, teremos apresentação das invernadas da entidade. Ingresso com janta antecipado custará R$ 50,00. Na portaria vai custar R$ 60,00. O CTG fica nos pagos de Santa Maria do Herval.

CTG TROPEIROS DA TRADIÇÃO

Inicia novo curso de danças de fandango no CTG Tropeiros da Tradição, em parceira com o Curso de Danças Gaúchas, dos instrutores Damião e Thaís, no dia 22 de setembro, com seguimento nas terças-feiras. Informações: (51) 998.073.868. O CTG fica na Rua Silvado, 289, em Porto Alegre.

CTG SENTINELA DOS PAMPAS

O CTG Sentinela dos Pampas e a Academia de Danças Estrela do Sul vão realizar novos cursos de danças de fandango: no dia 24 de setembro inicia o curso avançado, com seguimento nas quintas-feiras e dia 25 de setembro inicia o curso básico, com seguimento nas sextas-feiras. Informações com a instrutora Silvane: (51) 984.871.551. O CTG fica na Rua Ivo Janson, 31, bairro Intercap, em Porto Alegre.

35 CTG

Começa no dia 24 de setembro, com seguimento nas quintas-feiras, novo curso de danças de fandango no 35 CTG, em parceria com a Academia de Danças Estampa Gaúcha. Informações com os instrutores Caio ou Luciane: (51) 991.437.166. O 35 CTG fica na Av. Ipiranga, 5300, em Porto Alegre.

CTG RAÍZES DO SUL

No dia 24 de setembro, começa novo curso de danças de fandango no CTG Raízes do Sul, em parceria com o Curso de Danças Gaúchas, dos instrutores Damião e Thaís, com seguimento nas quintas-feiras. Contatos, informações e inscrições: (51) 998.073.868. O CTG fica na Rua São Domingos, 89, bairro Bom Jesus, em Porto Alegre.

CTG AMARANTO PEREIRA

O CTG Amaranto Pereira e a Academia de Danças Alma Gaúcha te convidam para novo curso de danças de fandango, que começa no dia 25 de setembro, com seguimento nas sextas-feiras. Informações com a instrutora Libra: (51) 984.425.633. O CTG fica na Rua Antônio Carlos Jobim, 1000, no Jardim Algarve, em Alvorada.

CTG SENTINELAS DO PAGO

O CTG Sentinelas do Pago e o Curso de Fandango Danças e Tradição, com os instrutores Vagner e Cristiane, te convidam para o primeiro curso de danças de fandango no CTG Sentinelas do Pago, iniciando no dia 25 de setembro, com seguimento nas sextas-feiras. Informações pelo fone waths (51) 995.842.517. O CTG fica na Rua Porto Alegre, 216, bairro Maria Regina, em Alvorada.

CTG COXILHA ABERTA

O CTG Coxilha Aberta e a Academia de Danças Marca Gaúcha te convidam para participar de novo curso de danças de fandango, que vai iniciar no dia 25 de setembro, com seguimento nas sextas-feiras. Informações com os instrutores: (51) 994.214.807 (Gelson) ou (51) 992.422.695 (Maitane). O CTG fica na Av. Silvestre Félix Rodrigues, 1285, em Porto Alegre.

CTG POUSADA DA FIGUEIRA

O CTG Pousada da Figueira e a Escola de Danças Gaúchas Alma Farrapa te convidam para o grande jantar-baile de formatura de fandango, no dia 26 de setembro. Na animação o Grupo Barbicacho. Ingresso com janta custa R$ 65,00. Só pro baile custa R$ 40,00. Informações: (51)992.866.631 (Mariana) ou (51) 995.666.623 (Israel). O CTG fica na Estrada João de Oliveira Remião, 6791, na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre.

Fonte! Chasque (coluna) Tradição e Cultura do Jornal A Semana, edição impressa e eletrônica do dia 18 de setembro de 2026, por Valdemar Engroff.