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quarta-feira, 23 de julho de 2025

CTG Caudilho Guaibense comemora 35 anos com o primeiro jantar-baile após a microexplosão de 2022

Evento encerrou a programação da semana de comemoração dos 35 anos da entidade

O CTG Caudilho Guaibense realizou neste sábado (19) o primeiro jantar-baile após a microexplosão que atingiu completamente sua sede, em janeiro de 2022. O evento encerrou a programação da semana de comemoração dos 35 anos da entidade tradicionalista do bairro Cohab-Santa Rita, na zona norte de Guaíba.

A programação contou com as palestras “O ser patrão e os departamentos do CTG”, com César Tomazzini Liscano, e “As responsabilidades de ser prenda e peão”, ministrada pela 2ª prenda do Rio Grande do Sul, Amanda Rochol. Na sexta-feira, ocorreu uma roda de conversa com ex-patrões, ex-prendas e ex-peões regionais do CTG Caudilho Guaibense, como forma de resgatar a história dedicada à cultura gaúcha.

O CTG também promoveu as provas escritas, orais e artísticas para a escolha do novo quadro de prendas e peões, que foi anunciado durante o jantar-baile, com show do grupo Gaudérios Fandangueiros. Confira os novos representantes:

Bonequinha: Lívia Cruz
Prenda Mirim: Thaylla Boneberger
Terceira Prenda Juvenil: Eduarda Ávila
Segunda Prenda Juvenil: Nicoly Lisboa Postay
Primeira Prenda Juvenil: Maya Dornelles
Segunda Prenda Adulta: Luanny Beatriz Freitas
Primeira Prenda Adulta: Arashane da Silva Pires
Prenda Veterana: Amanda Cordeiro
Primeiro Guri: Thiago Marques
Segundo Guri: Felipe Machado
Peão Veterano: Brayan Fraga
Xiru: Mário da Silva
Chicoca: Tatiana Ávila

A entidade foi criada em 18 de julho de 1990, mesma data da morte do herói farroupilha “Caudilho” Bento Gonçalves da Silva. O lema “Caudilho hoje e sempre” retrata o que realmente os peões e prendas desejam para a entidade: uma vida de dedicação à tradição gaúcha. Em 35 anos, o CTG sempre desenvolveu ações com o objetivo de cultuar e divulgar as tradições, mantendo com orgulho o trabalho realizado e buscando constantemente alternativas para a melhoria de sua sede.

A sede foi gravemente atingida em 17 de janeiro de 2022 por uma microexplosão atmosférica, ficando totalmente destruída. No entanto, os associados não se deixaram abater. Com o apoio das demais entidades, seguiram em frente mantendo os grupos de dança ativos e reconstruindo a sede aos poucos. Atualmente, ela está 90% concluída. Em abril deste ano, o CTG recebeu o 4º Prêmio Repórter Guaibense, na categoria Grupo ou Entidade Cultural. 

Fonte! Chasque de Pedro Molnar, publicado no sítio oficial do Repórter Guaibense, no dia 21 de julho de 2025: https://www.reporterguaibense.com.br/noticia/ctg-caudilho-guaibense-comemora-35-anos-com-o-primeiro-jantar-baile-apos-a-microexplosao-de-2022

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

Coluna Tradição e Cultura do Jornal A Semana de Alvorada (RS) - 22.12.23

MAIS UM NATAL

Desejamos aos leitores do Jornal A Semana, em especial os que nos acompanham aqui na coluna Tradição e Cultura (onde fixamos morada em dezembro de 1998 com a nossa primeira participação, sem falhar até hoje, nenhuma edição), um natal especial de primeira, carregado de muita saúde, paz e prosperidade.

CALIFÓRNIA DA CANÇÃO NATIVA – A ORIGEM (parte 1/5)

O ano era 1969. Conta Colmar Pereira Duarte em seu livro “Califórnia da Canção Nativa, Marco de Mudanças na Cultura Gaúcha”, idealizador e presidente do Festival por cinco anos, sobre o início pitoresco, quando o grupo “Os Marupiaras” resolveu cantar sua terra em um festival da canção popular promovido pela Rádio São Miguel de Uruguaiana. A música Abichornado foi eliminada pelo júri, que classificou um bolero, cantado em espanhol e um baião que falava da seca do Nordeste.

Era o 1º Festival de Música Popular da Fronteira. Os Marupiaras (homens felizes, na língua Guarani), participaram com a música Abichornado, com letra de Colmar Duarte e Música de Júlio Machado da Silva Filho.

Colmar, líder do grupo, assim como os demais integrantes, ficou literalmente “abichornado” com a desclassificação ainda na fase de triagem. Ele como homem do campo, pecuarista, na Estância Retiro, interior do município, onde viveu muitos anos lidando direto com atividades campeiras, viu decepcionado o real tratamento à música que “cantasse” a nossa cultura em um festival popular.

A partir de então nasce a ideia da criação de um festival que oportunizasse compositores, poetas e músicos a mostrarem através das suas composições a nossa cultura e tradição gaúcha, a partir de “um olhar do campo, onde só fosse permitido cantar o Rio Grande”. Entre os anos de 1970 e 1971, o festival começa a ser projetado.

O NOME CALIFÓRNIA

A origem do nome Califórnia por mais estranho que pareça, embora no primeiro impacto nos remeta ao país norte americano, na verdade, mesmo que em desuso no Rio Grande do Sul, refere-se a uma penca de cavalos, carreira de campo. Sempre quando se faz uma penca dessas, o dono do cavalo, o bolicheiro, tem um cavalo para correr. É uma forma de fazer a reunião. Por coincidência eu tinha uma música também. Era eu que queria a reunião. Estava inventado o movimento. O nome Califórnia não prejudica o movimento nativista que nasce deste festival. Isto porque se analisarmos a origem da própria cidade da Califórnia nos Estados Unidos, veremos que seu nascimento se deu devido a um português a serviço da Espanha, João Rodrigues Cabrillo. Lá chegando maravilhado com o conjunto de coisas belas, denominou Califórnia, significado em grego, que passou a identificar a região.

FICA PARA DEZEMBRO DE 1971 A REALIZAÇÃO DA 1ª EDIÇÃO

A realização via CTG Sinuelo do Pago, entidade tradicionalista, filiada ao MTG, respaldou o Festival por ser uma entidade voltada à cultura gaúcha e com personalidade jurídica consolidada, coisa necessária para a captação de recursos junto a leis de incentivo. 

Pesquisa e edição: Cesar Tomazzini Liscano. Sítio Facebook: https://www.facebook.com/cesartomazzini.liscano. 

Fonte: Califórnia da Canção Nativa, Colmar Duarte e José Édil de Lima Alves. Continua....

Fonte! Chasque (coluna) Tradição e Cultura do Jornal A Semana de Alvorada - RS. edição do dia 15 de dezembro de 2023, por Valdemar Engroff..... e .... segue o baileeeee.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

CALIFÓRNIA DA CANÇÃO NATIVA – O SÍMBOLO (parte 3/5)


A roda de carreta e o violão como símbolo que figura na logotipia desde a primeira edição, surge de um concurso de cartazes realizado pelo SETUR órgão da Secretaria de Turismo do Estado do Rio Grande do Sul, organizado por Nilo Jacques, e que foi vencido pelo aluno de arquitetura da UFRGS Marcos Gigena.

A roda de carreta representa o passado, remonta os primórdios do transporte e da economia do estado rodavam sobre eixos de carreta.

Porém mais do que um simbolismo do passado ou das raízes da formação cultural, a roda representa ao mesmo tempo movimento, lembrando que sempre foi a preocupação dos organizadores em dar ao festival um sentido de caminhada em direção ao futuro, perpetuando a valorização da cultura nativista.

O violão símbolo ímpar da musicalidade como instrumento básico do cancioneiro nativo, e cuja identidade está ligada à região do pampa que transcende as fronteiras dos países platinos.

Em todas as edições da Califórnia, este logotipo acompanha as ilustrações de divulgação como marca única, como identidade do festival.

Pesquisa e edição: Cesar Tomazzini. Sítio Facebook https://www.facebook.com/cesartomazzini.liscano

Fonte: Califórnia da Canção Nativa, Colmar Duarte e José Édil de Lima Alves.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

CALIFÓRNIA DA CANÇÃO NATIVA – A CALHANDRA, COMO TROFÉU (parte 2/5)

Os nomes sugeridos foram Calhandra de Ouro e Teiniaguá.

O escolhido foi Calhandra, como troféu do festival que nasce do consenso dos idealizadores, em reunião na sede do CTG Sinuelo do Pago, do qual Colmar Duarte havia sido eleito patrão, mas com ideia principal sugerida pelo pecuarista e carreirista Colmar Duarte, é uma estilização do pássaro identificado como Calhandra.

Ave da região da campanha e fronteira com características próprias que a definem como, por exemplo: com amor à liberdade muito forte que não se deixa domesticar; tem um cantar muito peculiar; muito amiga “das casas” (em linguagem campeira), amiga dos homens, mas não suporta o cativeiro e acaba morrendo, sempre rodeando as casas nas estâncias; imita assovios de outros pássaros.

O idealizador da Califórnia viu neste pássaro o simbolismo da arte de cantar e a liberdade e ao mesmo tempo a identidade própria que a música regional buscava no momento. Notava ele, que a liberdade e as peculiaridades da calhandra eram imprescindíveis para a sua sobrevivência, fatores também indispensáveis para a sobrevivência da música gaúcha.

Pesquisa e edição: Cesar Tomazzini Liscano - https://www.facebook.com/cesartomazzini.liscano  

Fonte: Califórnia da Canção Nativa, Colmar Duarte e José Édil de Lima Alves.

Entrevistas e depoimentos à Unipampa (Universidade Federal do Pampa).