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quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

HOMENAGEM AO MESTRE TELMO VENCE A 45ª CALIFÓRNIA

Calhandra de Ouro sendo entregue aos vencedores da 45ª Califórnia

Um milonga que homenageia o saudoso mestre Telmo de Lima Freitas conquistou a Calhandra de Ouro, troféu máximo da 45ª Califórnia da Canção Nativa, realizada de 06 a 09 de dezembro em Uruguaiana.
 
Fruto da parceria entre os compositores Henrique Fernandes e João Paulo Deckert, interpretada pelo próprio João Paulo, a canção conquistou ainda o troféu de Melhor Letra para Henrique.
 
A premiação completa da 45ª Califórnia, pode ser conferida a seguir: 

CALHANDRA DE OURO:   CANTO SAUDADE AO CARAGUATÁ
Ritmo: Milonga
Letra: Henrique Fernandes
Melodia: João Paulo Deckert
Interpretação: João Paulo Deckert
 
CALHANDRA DE PRATA:  QUERO QUE LEMBREM DE MIM
Ritmo: Milonga
Letra: Rômulo Chaves
Melodia: Nilton Ferreira
Interpretação: Nilton Ferreira
 
CALHANDRA DE BRONZE:   ANTENADO
Ritmo: Milonga
Letra: Maurício Barcellos
Melodia: Maurício Barcellos
Interpretação: Quarteto Sem Fronteiras

Melhor Intérprete:  NILTON FERRREIRA
Música: Quero que Lembrem de Mim

Melhor Instrumentista:  GUILHERME CASTILHOS
Instrumento: Violão
Música: Empoderadas
 
Melhor Letra:  CANTO SAUDADE AO CARAGUATÁ
Autor: Henrique Fernandes 

Melhor Melodia:  PERTENCIMENTO
Autor: Pedro Guerra Pimentel 
 
Mais Popular:  O GUARDIÃO DA ILHA
Ritmo: Chamarra
Letra: Diego Colazzo
Melodia: Cleverson Alfaro
Interpretação:  Nei Menezes

CALIFÓRNIA ESTUDANTIL:
Na quarta-feira, 06/12, foi realizada a Califórnia Estudantil 2023 e os destaques foram os seguintes:  

Califórnia Adulta: 

Primeiro Lugar:  BRUNO ALENCASTRO
Música: Romance na Tafona

2º LUIZA VELOZO
Música: A Casa em que Cresci


Categoria Juvenil:

Primeiro Lugar:  MARIA PIA MACHADO DE OLIVEIRA
Música: Desgarrados

2º  MATHEUS DE LIMA PEREIRA
Música: Veterano

Categoria Mirim:

Primeiro Lugar:  LORENZO BORELLA DE SOUZA
Música: Tropa de Osso

Segundo Lugar: ISABELA CORREIA DA SILVA
Música: Poema não Escrito

Terceiro Lugar: VALENTINA MAZUI
Música: Rancho de Luz
 
Fonte! Chasque publicado no sítio / blog Ronda dos Festivais, por Jairo Reis, no dia 10 de dezembro de 2023: https://rondadosfestivais.blogspot.com/2023/12/homenagem-o-mestre-telmo-vence-45.html

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

CALIFÓRNIA DA CANÇÃO NATIVA – A CALHANDRA, COMO TROFÉU (parte 2/5)

Os nomes sugeridos foram Calhandra de Ouro e Teiniaguá.

O escolhido foi Calhandra, como troféu do festival que nasce do consenso dos idealizadores, em reunião na sede do CTG Sinuelo do Pago, do qual Colmar Duarte havia sido eleito patrão, mas com ideia principal sugerida pelo pecuarista e carreirista Colmar Duarte, é uma estilização do pássaro identificado como Calhandra.

Ave da região da campanha e fronteira com características próprias que a definem como, por exemplo: com amor à liberdade muito forte que não se deixa domesticar; tem um cantar muito peculiar; muito amiga “das casas” (em linguagem campeira), amiga dos homens, mas não suporta o cativeiro e acaba morrendo, sempre rodeando as casas nas estâncias; imita assovios de outros pássaros.

O idealizador da Califórnia viu neste pássaro o simbolismo da arte de cantar e a liberdade e ao mesmo tempo a identidade própria que a música regional buscava no momento. Notava ele, que a liberdade e as peculiaridades da calhandra eram imprescindíveis para a sua sobrevivência, fatores também indispensáveis para a sobrevivência da música gaúcha.

Pesquisa e edição: Cesar Tomazzini Liscano - https://www.facebook.com/cesartomazzini.liscano  

Fonte: Califórnia da Canção Nativa, Colmar Duarte e José Édil de Lima Alves.

Entrevistas e depoimentos à Unipampa (Universidade Federal do Pampa).

sábado, 26 de dezembro de 2020

O alvoradense que tem sua música em um álbum da Califórnia da Canção Nativa

"Para o futuro, o músico projeta o lançamento de seu novo álbum, que já está em produção" (Foto: Guilherme Wunder)
O mês de dezembro é conhecido pelos tradicionalistas como o mês da Califórnia da Canção Nativa. O evento é considerado patrimônio cultural do Rio Grande do Sul e acontece desde 1971. Foi nesse festival que músicas como ‘Desgarrados’, ‘Esquilador’, ‘Guri’ e ‘Florêncio Guerra e seu Cavalo’ ficaram eternizadas como clássicos da música gaúcha. O que muitos não sabem é que Alvorada já teve um representante no evento.

Isso porque, em 2003, durante a 32ª Califórnia da Canção Nativa, Leandro Berlesi escreveu a música ‘Beira d’Estrada’, que foi uma das finalistas e está disponível no álbum daquela edição do festival. Contudo, essa não foi a primeira vez que o alvoradense foi até Uruguaiana para acompanhar a Califórnia. Onze anos antes ele havia viajado com amigos para acompanhar o evento.

Ele conta que sempre ouviu falar que os clássicos vinham de Uruguaiana e por isso foi até lá para assistir o festival. “Onze anos depois daquele festival, eu inscrevi uma música na Califórnia. O nosso trabalho era inovador e, mesmo sem sermos premiados, nós recebemos coisas que valiam muito mais. Fomos elogiados por nomes como o de Colmar Duarte, que é um dos criadores do festival”, salienta Berlesi.

Segundo o cantor, a música inscrita era o primeiro xote cantado e sem gaita que havia participado da Califórnia da Canção Nativa. Além disso, o grupo optou por fazer uma espécie de teatro em cima do palco. Isso porque Berlesi não apenas cantou, mas também atuou na música ao lado de outros integrantes. Tudo isso para entregar um produto diferente dos outros.

Ele conta quando veio a ideia de atuar na canção ao invés de apenas canta-la. “A nossa música era muito diferente e fugia do padrão. A gente levou um xote que contava uma história com início, meio e fim. Era um conjunto de coisas que as pessoas acharam interessante para aquela edição da Califórnia. Foi depois da primeira fase que decidimos representa-la ao invés de apenas cantar”, explica o alvoradense.

Apesar de não ter vencido a Calhandra de Ouro, a música está no álbum e isso é motivo de orgulho para o compositor. “Essa Califórnia teve duas classificatórias antes e nós passamos pelas duas. Então, quem chegou em Uruguaiana, já estava no CD. A Califórnia faz parte da história da música gaúcha e, se um dia, alguém escrever um livro sobre isso, o nosso nome estará na história da música do Rio Grande do Sul”, confessa o cantor.

Depois de estar entre os finalistas, o reconhecimento dentro do meio foi imediato. Berlesi explica que o seu público e trabalhos, principalmente envolvidos com invernadas, cresceu muito após o festival. Em Alvorada, o músico foi considerado o destaque da cidade e recebeu a medalha da Prefeitura e do MTG. Isso no final daquele ano de 2003.

Contudo, mesmo antes desse reconhecimento, o artista vive exclusivamente da música. Ele começou a tocar em CTG’s em 1998 como um trabalho paralelo, mas desde 2000 Berlesi vive somente da música. Isso tocando em bailes, apresentações de invernadas e em eventos e estabelecimentos comerciais. Isso mesmo na pandemia, onde tocou durante bastante tempo no Max Center.

Só que, mesmo assim, o impacto da pandemia foi enorme. “No dia 15 de março eu participei de um festival, um baile e dois rodeios. Depois disso parou tudo e todas as atividades foram canceladas. Com isso, houve alguns exemplos de CTG’s que seguiu pagando seus músicos, mas nem todos tem condições. O que me salvou na pandemia foi tocar no Max Center”, relata o alvoradense.

Para o futuro, o músico projeta o lançamento de seu novo álbum – algo que não acontece há 14 anos, quando ainda estava no grupo Beira d’Estrada – que já está em produção. “Eu vou estar vivo quando acabar a pandemia. Posso estar mais magro, mas estarei vivo e com CD novo. Vivo eu nem tenho tanta certeza (risos), mas certamente com um CD novo”, finaliza Berlesi. 

Fonte! Chasque publicado nas páginas do Jornal A Semana de Alvorada (RS), edição do dia 24 de dezembro de 2020. Também acessível nos potreiros da Internet clicando em http://www.jornalasemana.net/noticias/cultura/o_alvoradense_que_tem_sua_musica_em_um_album_da_california_da_cancao_nativa/9107