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quarta-feira, 23 de outubro de 2024

O Aniversário do Alegrete!

 

Buenas e me espalho! E como consta no Livro Agenda Gaúcha 2024, informamos que: no Dia 25 é da Construção Civil, da Democracia, da Saúde dentária, Nacional do Dentista, do Sapateiro e Internacional Contra a Exploração da Mulher; Dia 26 do Trabalhador da Construção civil; Dia 27 Mundial de Oração da Paz; Dia 28 do Funcionário Público; Dia 29 da Universidade Católica e Nacional do Livro; Dia 30 do Balconista e do Comerciário; Dia 31 da Dona de Casa, do Ferroviário, das Bruxas, Nacional da Poesia e Mundial do Comissário de Vôo. Agradecendo a Deus por poder escrever e ser lido, o invoco para dizer sobre – ANIVERSÁRIO DO ALEGRETE.

“Não me perguntes onde fica o Alegrete, segue o rumo do teu próprio coração, cruzaras pela a estrada algum ginete, e ouvirás toque de gaita e de violão”, foi bem assim que o famoso gaúcho alegretense Nico Fagundes, (poeta, escritor, professor, historiador, folclorista, jornalista, advogado, antropólogo), deu início a obra que mundializou esse pago, que até o século XIX era habitada por indígenas das tribos: Charrua, Minuano, Guenoa, Jarro, Mboanes e Guarani, em terras que pertenciam a Estância Missioneira de Yapeyú, desde 1634 até 1750, em fabuloso criatório bovino, conhecido há época como Vacaria do Ibicuí.

Depois da Guerra Guaranítica, e definitiva conquista das Missões por José Borges do Canto, Manoel dos Santos Pedroso e Gabriel Ribeiro Almeida, a região batizada de Entre Rios (do Uruguai ao Santa Maria, do Ibicuí ao Quaraí, que formam um retângulo cortado pelos rios Inhaduí e Ibirapuitã), povoada por indígenas, a partir de 1801 recebeu luso-brasileiros, africanos, açorianos, que logo aquerenciou algumas famílias de tropeiros paulistas e imigrantes espanhóis, alemães, franceses e italianos, compondo a base do mosaico étnico do gaúcho brasileiro, formado por 12 etnias. Muitos desses, eram militares sesmeiros aquinhoados por serviços prestados a coroa portuguesa, na demarcação de fronteiras.

Essa gente povoou a localidade jesuítica existente junto ao rio, conhecida como Capela do Inhanduí, que prosperou recebendo inclusive em 1805, uma guarda militar portuguesa comandada pelo jovem Tenente José de Abreu, que servia num grande destacamento militar acampado a margem do Rio Ibirapuitã, há mais ou menos 40 km da Capela do Inhandui, que viveu em santa paz até 1916. Pois em setembro desse ano, os castelhanos invadiram a região, forçando os povoadores a se retirarem, perseguidos até o acampamento militar do Rio Ibirapuitã, que devolveu a bala e espada, os espanhóis invasores, além fronteira do Rio Uruguai. Nessa retirada em fuga, os castelhanos na cruzada tocaram fogo no povoado, que passou até hoje se chamar de Capela Queimada.

Estando os moradores da Capela do Inhanduí, sem rancho, albergados no acampamento militar do Ibirabuitã, por questão de proteção, foram recomendados à não voltarem para o Inhanduí, sendo sugeridos e autorizados em 1817, pelo já então Ten. Coronel José de Abreu, à construírem suas casas no serro dos campos de José Manoel Vargas, que a pedido do militar Abreu, cedeu os necessários hectares onde nasceu o novo povoado, batizado de Capela Nossa Senhora da Conceição Aparecida de Alegrete, fazendo homenagem ao Marques do Alegrete, que governou a Capitania de São Pedro de 1814 à 1815. Por isso José de Abreu é o responsável por essa criação!

Daí o povoado sendo importante ponto estratégico entre as Missões e a Colônia de Sacramento, em permanente corredor de tropas, cresceu até que em 1819 a Capela foi elevada a categoria de Curato, e em 25 de outubro 1831 o Curato do Alegrete foi elevado a Vila e como tal, se manteve até 22 de janeiro de 1857, quando ganhou a categoria de Cidade do Alegrete e oitavo município do Rio Grande do Sul.

Dentre tantas façanhas, Alegrete historicamente em 1842, (já como 3ª Capital Farroupilha), sediou a Assembleia Constituinte que promulgou a primeira Constituição Republicana na América do Sul; foi posto de grandes contingentes militares na Guerra do Paraguai (1864/1870); foi palco da Revolução Federalista de 1893 pela Batalha do Inhanduí, a maior do evento envolvendo mais 12 mil combatentes, sendo a primeira vitória federalista; foi palco da Revolução de 1923, entre Chimangos e Maragatos, no lendário Combate da Ponte do Ibirapuitã, aonde morreu o chimango Guilherme da Cunha, irmão de Flores da Cunha e foi ferido de morte o maragato Cel. Maurício Abreu (meu tio-avô, tri-neto do Marechal José de Abreu); foi nas ruas alegretense que 1956 se fez o primeiro desfile em culto farroupilha; São naturais do Alegrete, dentre tantos nomes ilustres: Oswaldo Aranha, Demétrio Ribeiro, Aldo Fagundes, Mário Quintana, João Saldanha, Walmor Chagas, Celestino Valenzuela, Nico Fagundes, que encerra seu Canto Alegretense, assim: “Desta terra que eu amei com devoção, cada verso que eu componho é um pagamento, de uma dívida de amor e gratidão”! Parabéns Alegrete pelo 193º aniversário!

Para pensar: E na hora derradeira que eu mereça,

Ver o sol alegretense entardecer,

Como os potros vou virar minha cabeça,

Para os pagos no momento de morrer”. (Nico Fagundes).

Fonte! Chasque (coluna semanal) Regionalismos por Dorotéo Fagundes (com o apoio do GBOEX e da FUNDACRED.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A Lua Nova

Se na Lua Nova é recomendável para se produzir plantas que dão flor, me agrada fazer um paralelo e sugerir que façamos florescer em nossos corações coisas importante ás nossas vidas. O período é muito propício a nos desencilharmos de velhas e pesadas cargas que nada contribuem a felicidade.

De forma geral neste momento o Rio Grande do Sul está em férias, divida em 4 etapas, digamos que ¼ do estado tira férias em novembro, outro em dezembro, outro em janeiro e o última quarto em fevereiro, e justamente nessa época é que nos libertamos da rotina anual, logo me parece um excelente período para fazer a florescer coisas novas na vida.

Que tal aproveitar as luas novas das férias e regar nossa alma com a vontade do novo e deixar que nasçam flores de amigos, de costumes bonitos, como não jogar lixo nas estradas, respeitar as placas de sinalização, chegar vivo nos destinos, ter paciência no volante, ser cordial, pisar no freio da ânsia, providenciar que floresça nas luas novas das férias – bons pensamentos.

Diz o cientista norte-americano Dr. Juan Hitzig, que cada pensamento gera uma emoção que impactam os cinco trilhões de células que formam um organismo, assim as atitudes S, como serenidade, silêncio, sexo, sono, sorriso, sabor, sabedoria, promovem secreção de serotonina, e que as atitudes R, da raiva, ressentimento, rancor, reprovação, repressão, resistências, promovem secreção do cortisel, hormônio corrosivo para as células que nos envelhecem.

Logo as atitude S, geram ânimo, amor, apreço, amizade, aproximação, já as atitudes R, geram depressão, desânimo, desespero, desolação. Então não estamos errados em pedir, sugerir que nessa lua nova criem essa nova forma de curtir a vida para deixar a florescer a felicidade e a longevidade.

Numa de nossas praias, alguém de atitude R, invocou-se com o canto divino de um galo, criando uma desarmonia geral, quando deveria ter se preocupado e protestado, com os auto-falantes de carros que passeiam nas cidades, no litoral, com uma poluição sonora pseudo musical inacreditável, (nem o som de uma sinfônica a todo volume é coisa civilizada, imaginem com um fank), e no final das contas quem levou a culpa do nervosismo desse veranista foi o coitado de um galo, que mal sabe repicar em quatro breves có-coró-có-cós, três notas musicais no máximo 4 vezes em 24 horas, levando á praia seu canto um clima colonial, de campo que na Lua Nova faz crescer flores e amores na profundeza da alma.

Para pensar: O homem moderno precisa amadurecer e parar de brigar com a natureza.

ATENÇÃO > Adquira nossa AGENDA GAÚCHA 2012 /  peça também o CD - DOROTÉO FAGUNDES - 25 ANOS DE GAUCHISMO – Vol. 1, a venda na CAMPESINA – Feira Permanente de Produtos Regionais Gaúchos / fone 51-3212.2731 – ou por e-mail tarca@tarca.com.br  Até a próxima edição; domingo prosearemos, das 6 às 9 horas da manhã, no Programa Galpão do Nativismo da RÁDIO GAÚCHA - AM; e no Programa Gauchesco & Brasileiro em mais 60 emissoras de rádio na Região Sul do Brasil. Apoio: PLANALTO – Transportando Cultura

Obs.>esta matéria também está na internet nas páginas:
CONTATE conosco > fones (51) 3499.2439 / 3499.2473 - Endereço: Rua Dona Martha, 424  CEP: 92.990-000 / Eldorado do Sul / RS -  BR / E-mail > tarca@tarca.com.br; www.tarca.com.br

Fonte! Coluna Regionalismo nº 486, de Dorotéo Fagundes de Abreu, do dia 01 de fevereiro de 2012.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A Calhandra de Tapes voou para o céu!


Na linguagem dos carreiristas, podemos dizer que estamos a 500 metros do Natal e a 1.000 metros do Ano Novo, e numa feliz coincidência que nesta reta final se posta os dias da bondade, do vizinho e universal do perdão, que trilogia especial para dizermos de alguém que nos deixou e em sua vida terrena foi muito bondoso, bom vizinho e praticava incondicionalmente o perdão.

Refiro-me ao cantor, violonista e gaiteiro, José Cláudio Machado, natural de Tapes e aquerenciado, pelo casamento com a Dra. Mirian Quadros em Guaíba, cidade berço da Revolução Farroupilha, que ele amou e honrou.

Nosso amigo José Cláudio era uma figura encantadora, alegre, brincalhão, espirituoso, tocava e cantava como poucos. Era politizado e odiava injustiças. Junto da arte o que mais lhe mexia com a alma eram os amigos e os cavalos, e desses cantou e recantou versos, um mais lindo do que os outros.
O Zé, como carinhosamente o chamavam, saia de uma prosa campeira para uma erudita, como montava e desmontava de um potro quando era moço. Tinha um talento para se comunicar inigualável, e no palco exteriorizava toda sua comunicação e talento, fazendo as platéias aplaudir, chorar e rir, com a mesma facilidade.

E neste 12 de dezembro, ás 14 horas, na Capital do Estado, aos 63 anos, sendo 50 de palco, o nosso artista símbolo do gauchismo culto e xucro, pulou a cerca da vida e se foi contar causos, cantar e tocar nas tertúlias do céu, amadrinhado pelos que lhe vieram a cavalo abrir porteira. Nesta hora por certo, Aureliano, Jaime, Noel, Cenair, Darcy, Lessa, Marco Aurélio Campos, Luiz Menezes, Leopoldo, Gláucus os Irmãos Zeno e Rui Cardoso, e todos que engrandeceram nossa cultura regional, moradores no mundo espiritual, estão de festa a uma semana na Pátria Maior porque o Zé Cláudio chegou.

É ele era assim , fazia festa quando os amigos chegavam, vibrava com o sucesso dos companheiros, tinha um coração maior do que o pampa que ele amou e cantou até morrer o corpo, pois a alma não morre e nem seu canto morrerá, porque enquanto existir um gaúcho de gaita, violão e goela afinada, o mundo ouvirá suas canções.

Receba meu amigo esta oração que fizemos pra ti, saiba que ficamos tristes pela tua eterna cavalgada á Pátria Maior, ao pago de Deus, mas estamos confortados por ele liberar tua alma e por ter tido o privilégio do rico convívio pessoal de 40 anos, e todos, por tuas músicas profundas de um cantar galponeiro e gritos de vamos cavalo, toca, toca, eira, eira. O teu Pedro Guará partiu sem rastro, mas tu deixaste fecunda marca de amizade, de amor e de liberdade.

Para pensar: É preciso viver no bem da vida e não ver a vida passar no mal dela.
ATENÇÃO > Adquira nossa AGENDA GAÚCHA 2012 / peça também o CD - DOROTÉO FAGUNDES - 25 ANOS DE GAUCHISMO – Vol. 1, a venda na CAMPESINA – Feira Permanente de Produtos Regionais Gaúchos / fone 51-3212.2731 – ou por e-mail tarca@tarca.com.br.
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Até a próxima edição; domingo prosearemos, das 6 às 9 horas da manhã, no Programa Galpão do Nativismo da RÁDIO GAÚCHA - AM; e no Programa Gauchesco & Brasileiro em mais 60 emissoras de rádio na Região Sul do Brasil. Apoio: PLANALTO – Transportando Cultura

Fonte! Coluna Regionalismo nº 481, de 26 de dezembro de 2011, por Dorotéo Fagundes de Abreu.