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quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Projeto visa conservar genética de árvores que produzem erva-mate

Intenção da iniciativa é perpetuar, para gerações futuras, os ervais que estão presentes no Rio Grande do Sul /EMATER/DIVULGAÇÃO/JC 

Um projeto que objetiva resgatar, multiplicar e conservar o material genético de erva-mate de árvores matrizes, que são remanescentes florestais nativos no Rio Grande do Sul, começou a ser estruturado. As tratativas já estão feitas e a estruturação técnica e operacional sendo formatada. O projeto tem a previsão de inicio ainda em 2020, com intensificação nos cinco polos ervateiros do Estado a partir de 2021

Desenvolvido em parceria com as instituições da cadeia produtiva ervateira, a iniciativa tem a finalidade de perpetuar para gerações futuras a base genética dos ervais gaúchos, evitando uma perda irrecuperável desses materiais, que até então conseguiram sobreviver e evoluir diante das mudanças no uso da terra e a perda da cobertura de floresta nativa.

O projeto prevê três etapas distintas: resgate, multiplicação e conservação. A primeira delas consiste na identificação de cada árvore doadora do genótipo. Já a segunda está focada na coleta e multiplicação do material identificado e a terceira, na conservação em bancos de germoplasma, constituídos para tal, e reintrodução dos materiais genéticos resgatados nos locais de origem. Não necessariamente, a seleção do material irá visar melhoramento, mas sim, a preservação da diversidade para que ela possa seguir no ecossistema.

De acordo com o engenheiro agrônomo e extensionista da Emater/RS-Ascar, Ilvandro Barreto de Melo, o Programa Gaúcho para a Qualidade e a Valorização da Erva-mate,segue independente, conforme o modelo de gestão adotado. Melo ainda reforça que embora o projeto tenha alcance estadual, a sua formatação seguirá a estrutura geográfica dos polos ervateiros do RS, com a finalidade de respeitar ao máximo a característica e a distribuição das populações locais da espécie em acordo a cada região ervateira do Estado.

"Devido à complexidade em que o projeto se insere, a participação multidisciplinar e interinstitucional será fundamental para que na prática os objetivos sejam alcançados. É difícil de avaliar o valor de um projeto dessa magnitude pelo que representa, pois permitirá conservar na linha do tempo para as futuras gerações, parte da expressiva diversidade genética presente na árvore símbolo do Rio Grande do Sul, que além de economia, é cultura, convivência social, sustentabilidade, identidade e simbolismo do povo sul-americano", avalia Melo.

Fonte! Chasque publicado no Jornal Cidades, encartado na edição dos dias 21, 22 e 23 de agosto de 2020, do Jornal do Comércio de Porto Alegre (RS).

domingo, 16 de agosto de 2020

Emater: patrimônio dos gaúchos

A agricultura familiar gaúcha é modelo no país. Foto: Divulgação/Seapdr

Em um ano que tem colocado à prova a força do agronegócio gaúcho, com estiagem, pandemia e até a ameaça de uma nuvem de gafanhotos, compartilho uma boa e importante notícia: a continuidade dos trabalhos da Emater/RS-Ascar com o governo do Estado. A parceria está garantida por pelo menos mais cinco anos.

Desde o mês de julho deste ano, a instituição passou a ser contratada por meio de dispensa de licitação, tendo como base a Lei Federal de Licitações (8.666/93), e conforme parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE). Até então, a relação do governo estadual com a Emater era guiada por um convênio, que chegou a ter a renovação barrada pela PGE em 2019. Agora, o novo contrato terá duração de 60 meses, podendo ser renovado posteriormente.

A solução resolve um antigo imbróglio a respeito da natureza jurídica da Emater. No primeiro ano do novo vínculo, com validade até julho de 2021, serão repassados R$ 195 milhões para viabilizar a prestação de serviços. Ao mesmo tempo, o enquadramento jurídico da empresa como associação civil de caráter privado será mantido. Com incansável trabalho da equipe técnica da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, conseguimos sanar um problema que gerava insegurança para a assistência técnica e a extensão rural do Estado e também para os produtores rurais.

Presente nos 497 municípios do Rio Grande do Sul, a Emater atende a cerca de 250 mil famílias, entre agricultores, quilombolas, pescadores artesanais, indígenas e assentados. Orienta o uso de tecnologias nas mais diversas áreas, do saneamento básico e ambiental à melhoria do desempenho de lavouras. É, também, porta-voz da integração do jovem no meio rural.

A agricultura familiar gaúcha é modelo no país graças ao trabalho desenvolvido pela entidade, com seus 2,1 mil funcionários envolvidos diretamente com o produtor. Com segurança jurídica e orçamentária, além de tranquilidade para os seus servidores, seguiremos em conjunto plantando um futuro melhor para quem produz e gera alimentos.

Fonte! Chasque (post) de Covatti Filho - Secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, publicado no galpão virtual do Jornal O Sul, em 07 de agosto de 2020. Abra as porteiras clicando em https://www.osul.com.br/emater-patrimonio-dos-gauchos/?fbclid=IwAR1Ykr7meNI-1ap3jLcXO6-be1-jYvFjk5UlXiZ3RelhOpqRpMB7fNCynTg